Linkin Park - A História


 Originalmente composto por três amigos de escola, o Linkin Park teve sua formação inicial com Mike Shinoda, Brad Delson e Rob Bourdon. Após se formarem, os rapazes da Califórnia começaram a levar sua música mais a sério, chamando Joe Hahn, Dave "Phoenix" Farrell e Mark Wakefield para compor a banda, na época chamada Xero. 


Apesar dos poucos recursos disponíveis, a banda começou a gravar algumas canções no quarto de Shinoda que fora transformado em um pequeno estúdio em 1996. Tensões e frustrações dentro da banda cresceram depois que eles falharam em fechar um acordo com uma gravadora. A falta do sucesso e de direção do grupo fez com que Wakefield, que na época era o vocalista, deixasse a banda para perseguir outros projetos. Farrell também deixou a banda para sair em turnê com o Tasty Snax e outros grupos.


Depois de muito tempo procurando um substituto para o lugar de Wakefield, o Xero recrutou o vocalista nativo do Arizona, Chester Bennington. Jeff Blue, vice-presidente da Zomba Music, o indicou para o grupo em março de 1999. Bennington, ex-membro do Grey Daze, se destacou por seu vocal ser potente. 


A banda então decidiu mudar o nome de Xero para Hybrid Theory. O entrosamento entre Shinoda e Bennington ajudou a reviver a banda e então eles começaram a escrever músicas novas. O renascimento do grupo fez com que eles trocassem o nome no processo; de Hybrid Theory, o nome mudou para Linkin Park, em uma espécie de homenagem ao Lincoln Park, em Santa Mônica, Califórnia, local onde os integrantes da banda costumavam se encontrar, porém a idéia inicial de usar o nome igual ao do próprio parque fracassou por questões de direitos autorais. 


Contudo, apesar dessas mudanças, a banda ainda lutava para assinar um acordo com uma gravadora. Depois de serem rejeitados por vários Selos, Linkin Park voltou-se para Jeff Blue, um renomado produtor musical, por ajuda. Após a fracassada busca pela Warner Bros. Records diante de três tentativas, Jeff, agora vice-presidente da Warner, ajudou a banda a finalmente assinar um acordo com a gravadora em 1999. 


O grupo então lançou seu primeiro álbum de estúdio, Hybrid Theory, no ano seguinte.

Os álbuns Hybrid Theory e Meteora podem ser classificados como metal alternativo, nu metal e rap rock[, com influências de hip-hop, rock alternativo e eletrônica, utilizando programação e sintetizadores. William Ruhlmann do Allmusic disse que a banda dava um "recomeço a um estilo musical morto", e a revista Rolling Stone descreveu a canção "Breaking the Habit" como "arriscada e bonita".


Em Minutes to Midnight a banda experimentou novos estilos em detrimento de sua antiga forma de música, com novas influências de gênero e estilos, um processo que o Los Angeles Times comparou ao trabalho do U2. Este álbum possui apenas duas canções com influências óbvias de rap e as outras canções são consideradas de rock alternativo.


A interação dos vocais de Chester Bennington e Mike Shinoda são uma parte grande do estilo de música do Linkin Park, com Bennington sendo considerado o vocalista principal e Shinoda como "vocalista rapper". No terceiro álbum de estúdio da banda, Minutes to Midnight, Shinoda atua como vocalista principal nas canções "In Between", "Hands Held High", e no B-side "No Roads Left". Já em "The Catalyst", o primeiro single do quarto disco do grupo, A Thousand Suns, tanto Shinoda quanto Bennington cantam de forma igual numa espécie de efeito recíproco.


 Em boa parte das faixas deste álbum, a banda usou batidas de estilo eletrônico, junto com outras batidas, apostando numa sonoridade mais industrial, diferente dos álbuns anteriores. O álbum é considerado como um divisor de águas para a carreira musical da banda por vários criticos. James Montgomery, da MTV, comparou o disco ao CD Kid A do Radiohead. 


Shinoda disse que ele e os outros integrantes da banda foram bastante influênciados por Chuck D e o grupo Public Enemy, dizendo que "Public Enemy era bastante tridimensional com suas gravações porque apesar de aparecer politico, havia também vários outros conceitos lá. Isso me fez pensar sobre o que eu queria que fosse 'tridimensional' nas nossas gravações e eu queria fazer igual, mas sem imitar, é claro, e mostrar que também podemos ser criativos". O álbum possui vários "elementos políticos", com discursos de ativistas americanos em algumas faixas.

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