3 de abril de 2012

UNIÃO DO VEGETAL - OASKA, O MISTERIOSO CHÁ DA AMAZÔNIA - A HISTÓRIA



  Considerado o Grande Avatar pela sua poderosa capacidade de despertar a divindade no homem, o chá Oaska, composto a partir de duas plantas da Floresta Amazônica e comungado em rituais religiosos desde eras remotas, ganha cada vez mais adeptos em toda a América do Sul, nos Estados Unidos e na Europa. O que atrai estas pessoas é o poder de atuação desse misterioso líqüido no espírito humano, que lhes possibilita conhecer o verdadeiro significado da existência, recordar-se de suas vidas passadas e aprender a construir um futuro melhor a partir da consciência adquirida.


     Iluminando a humanidade através dos séculos e deixando sinais de sua doutrina em inúmeras religiões do planeta, a UNIÃO DO VEGETAL (UDV), a Ordem Religiosa que distribui o chá em seus rituais religiosos e que é também a mais antiga do mundo, ressurge no final do século XX inaugurando a era de Aquário pelo seu poder de fazer superar as ilusórias divergências e as rotulações religiosas, no sentido de despertar os homens para a legítima e única dimensão da espiritualidade: a união.


     Deste modo, o chá Oaska representa a esperança para um mundo onde a desunião e o desequilíbrio tomaram proporções tão inauditas que se torna difícil conceber uma solução para ele. Embora para muitos a existência de um chá dotado de tamanho poder possa parecer algo impossível, ele existe, e em território nacional, encontrando-se à disposição de todos os que têm busca espiritual. Requisito para experienciar esse poder? Uma boa dose de coragem para se enfrentar. E como recompensa, a avaliação de toda uma vida dentro da dimensão espiritual, além da força suficiente para livrar-se do falso e do ilusório.




A Oaska é comungada exclusivamente nas sessões da União do Vegetal, as quais têm duração de quatro horas e são dirigidas pelo Mestre ou por quem for designado a representá-lo. A presença do Mestre dirigindo a Sessão e a observância ao ritual são imprescindíveis à concentração e ao auto-exame, garantindo também a harmonia do ambiente e a elevação espiritual do discípulo.
     Após haverem bebido a Oaska, os participantes da Sessão permanecem sentados até o final do ritual. 


O Mestre faz então as chamadas (cantos iniciáticos) de abertura e, em seguida, inicia os trabalhos de doutrinação espiritual, os quais podem ser intercalados com músicas contendo ensinamentos, selecionadas conforme a necessidade. Nessas ocasiões o discípulo tem oportunidade de ouvir aquilo que ele mais precisa ouvir, uma vez que o Mestre atua como um canal de ligação com a Força Superior, de onde vêm todos os ensinos espirituais.
     Encerrada a doutrinação, os participantes têm oportunidade de, mediante pedido verbal, se expressar e fazer perguntas ao Mestre. No prazo previsto do ritual, este entoa  as chamadas de encerramento e dá por encerrada a Sessão.


 O chá comungado nas sessões é preparado pelos próprios membros da União do Vegetal sob a orientação do Mestre, num ritual que constitui um verdadeiro culto à natureza. Os homens colhem o Mariri, que, em seguida, é raspado, amassado e desfiado. As mulheres colhem as folhas da Chacrona e lavam-nas, uma a uma. 


O Mestre dispõe então o Mariri e a Chacrona em caldeirões e verte sobre eles água suficiente para a fervura. Depois que o Vegetal é distribuído e comungado, são feitas as chamadas de abertura e é aceso o fogo sob os caldeirões. Com a chamada da União, o Mestre invoca a luz e a força, que são assimiladas pelo Vegetal e gravadas em sua memória.


Esse fenômeno mágico através do qual um líqüido adquire a propriedade de fazer o poder de Deus se manifestar no espírito humano só é possível graças à intermediação que o Mestre realiza entre o plano espiritual e o mundo físico. É por isto que a existência da Oaska na Terra tem como condição essencial a presença de um Mestre consciente e recordado espiritualmente na direção do seu preparo e distribuição. Sem isso, o resultado pode ser um chá feito de Mariri e Chacrona, mas certamente não será Oaska, ou seja, não será provido dos seus efeitos misteriosos. E sem a verdadeira Oaska não há como experienciar a burracheira.




 A possibilidade de certas plantas comporem um chá capaz de nos revelar o sentido de nossa vida é algo que o homem moderno – que desaprendeu a reverenciar a natureza e se tornou insensível aos seus mistérios – reluta em aceitar. De fato, não se pode demonstrar por meio de argumentos lógicos que haja esta possibilidade. Porém qualquer esforço de demonstração é desnecessário, uma vez que o chá existe e é acessível a todos os que quiserem comprovar os seus poderes e aprender com ele.


     Na verdade, como demonstram fartas evidências apontadas por antropólogos e etnobotânicos, a utilização de uma bebida composta pelo Mariri e pela Chacrona já existia antes mesmo do início da civilização ocidental. Este fato nos leva a indagar como é possível que em época tão remota tivesse sido descoberto que, da união de duas plantas específicas, selecionadas dentre as centenas de milhares de espécies que compõem a Floresta Amazônica, resultaria um líqüido com os poderes surpreendentes da Oaska, cujo benefício à humanidade supera o de todo o conhecimento tecnológico acumulado por nossa civilização.


Tal descoberta, que não poderia ser obra do acaso e da experimentação, é uma indicação de que o surgimento da Oaska só pode ter sido fruto da intervenção direta da Força Superior que


     Só mesmo a Oaska poderia desvendar o mistério de sua própria origem. E o chá misterioso revela que esta origem remonta à mais antiga cultura indígena, no primeiro alvorecer da cultura humana. Foi nesta época que Salomão, o Rei da Ciência, com a sua sabedoria inspirada, realizou a união entre o Mariri e a Chacrona e entregou o fruto dessa união, que é o chá Oaska, ao seu fiel vassalo Caiano, que, ao bebê-la, adquiriu a consciência espiritual e se tornou o primeiro Oasqueiro, ou seja, a primeira pessoa a comungar e a distribuir a Oaska na Terra. Nesta ocasião, Caiano recebeu de Salomão o sétimo segredo da natureza, a União do Vegetal e, com ela, a chave da palavra perdida, que permite entrar em contato com a Força Superior e penetrar nos encantos da natureza divina.


     Desde então, Caiano, sempre demonstrando grande abnegação, humildade e amor pela humanidade, vem se reencarnando sucessivamente na Terra e cumprindo sua missão de restaurar a União do Vegetal e de trazer aos homens a luz do verdadeiro conhecimento espiritual. Neste século, ele reencarna em Coração de Maria, Estado da Bahia, com o nome de José Gabriel da Costa, tendo se tornado conhecido na UDV como MESTRE Gabriel.
     De origem humilde, MESTRE Gabriel se desloca, quando adulto, para a cidade de Porto Velho, em Rondônia, a fim de trabalhar como seringueiro na Floresta Amazônica. No seringal boliviano chamado Guarapari, bebe o chá sagrado, o qual lhe permite recordar-se de sua missão e de suas encarnações passadas. Em 1961, após passar três anos examinando as revelações recebidas, MESTRE Gabriel recria a UDV, dando início ao seu trabalho de doutrinação e de distribuição do misterioso líqüido. Em 1971 ele desencarna deixando um precioso legado espiritual, em virtude do qual as gerações futuras hão de lembrar o seu nome com gratidão e reverência.






O Centro Espírita Beneficente União do Vegetal é uma sociedade religiosa fundada a 22 de Julho de 1961 por José Gabriel da Costa, o Mestre Gabriel, com o objetivo de promover a paz e “trabalhar pela evolução do ser humano no sentido do seu desenvolvimento espiritual”, conforme consta em seu regimento interno. O Centro conta hoje com mais de 15 mil sócios, distribuídos em 160 unidades, no Brasil e no exterior.


Em suas sessões, os associados bebem o chá Hoasca, ou ayahuasca, como também é conhecido, para efeito de concentração mental. O uso da Hoasca em rituais religiosos foi regulamentado em 25 de janeiro de 2010 pelo CONAD, o Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas, do Governo Federal. Essa regulamentação estabelece normas legais para as instituições religiosas que fazem uso responsável do chá.


Além da atividade religosa, a UDV desenvolve também um trabalho de beneficência social. O Governo Federal concedeu ao Centro Espírita Beneficente União do Vegetal o título de Entidade de Utilidade Pública, no Diário Oficial da União nº 139, do dia 22 de julho de 1999.


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