20 de novembro de 2012

VIAJEM PELO PAÍS DE CUBA - CAPITAL - HAVANA


Havana (em espanhol: La Habana) é a capital e a maior cidade de Cuba e encontra-se na província Ciudad de La Habana. Tem cerca de 2,4 milhões de habitantes. Cidade de uma rica tradição histórica e cultural, caracteriza-se por ser eclética e monumental ao mesmo tempo.Sendo a área onde hoje se situa já conhecida por colonizadores espanhóis em 1514, com o nome de Villa de San Cristóbal de la Habana, a sua localização actual, junto ao porto de Carenas, só aconteceu em 1519, ano oficial da fundação.



Chamada A Cidade das Colunas pelo escritor Alejo Carpentier, tem uma área metropolitana de mais de 750 km² e está constituída por numeroso bairros entre os quais se destacam El Vedado, El Cerro, La Víbora, Miramar, Marianao, Santos Suárez entre outros.No século XVII, tornara-se uma das mais importantes cidades das Caraíbas[desambiguação necessária] e centro de construção naval. O seu centro histórico contém uma interessante mistura de monumentos barrocos e neoclássicos, bem como um conjunto homogéneo de casas particulares com arcadas, varandas, portões e pátios.



O clima da cidade é tropical (assim como todo o país). A temperatura mínima registada na província de Ciudad de La Habana foi de 2,0 °C em Santiago de las Vegas, no município de Boyeros. Além disso, há uma grande influência da proximidade ao mar sobre o clima, porque a corrente do Golfo passa ao longo de Cuba, fazendo as água quentes do Caribe se movimentarem. A precipitação é abundante em setembro e outubro. Os furacões que atingiram Cuba geralmente não causam grandes prejuízos à cidade, causando um pequeno dano à população na maioria dos casos.


Por causa destes benefícios climáticos da cidade é visitada durante todo o ano. No Verão e no Natal a cidade está cheia de visitantes de outras províncias e países.Há muitas tradições dependendo da estação, por exemplo, é de boa sorte nadar na primeira chuva de Maio, e as mulheres grávidas não podem sair de casa se houver um eclipse.



Durante a época em que Cuba foi colónia foram trazidas para a ilha grandes riquezas dos colonizadores, e era através de Havana que se fazia grande parte do importante transbordo entre o Novo Mundo e a Europa. Como resultado, Havana era a cidade mais fortificada das Américas. A maioria dos exemplos da arquitectura inicial podem ver-se nas fortificações militares como a Fortaleza de San Carlos de la Cabaña (1558 - 1577), desenhada por Juan Antonelli e o Castelo del Morro (1589 - 1630).


O castelo fica à entrada da Baía de Havana e proporciona uma visão da supremacia e riqueza desse momento. A chamada Havana Velha também era protegida por uma muralha defensiva cuja construção se iniciou em 1674, mas já a cidade tinha crescido para lá desses limites quando se completou em 1767, enquanto se iniciava o novo bairro de "Centro Habana".


Pode ver-se a influência dos diferentes estilos e culturas na arquitectura colonial havanesa, que abarcam o mourisco, espanhol, italiano, grego e romano. O Convento de Santa Clara (1638) é um bom exemplo do Barroco espanhol que influenciou a arquitectura. As grandes janelas do vestíbulo parecem um navio invertido e mostram a habilidade dos artesãos da época.


A catedral de Havana (1748 -1777), que domina a "Plaza de la Catedral" (1749) é o melhor do Barroco cubano. Rodeando-a estão os palácios dos Condes de Casa-Bayona (1720 -1746), Marqueses de Arcos (1746) e Marqueses de Águas Claras (1751 -1775).



Havana tem uma dívida de arquitectura pelas arcadas rítmicas que foram construídas em sua maioria pelos imigrantes espanhóis. Muitos pátios interiores permanecem similares aos planos de Sevilha, Cádis e Granada. O Neoclassicismo afectou todos os novos edifícios havaneses e pode ver-se um pouco por toda a cidade. Introduziram-se muitos benefícios urbanos nessa altura, como o gás canalizado, a iluminação pública em 1848 e o caminho-de-ferro em 1837. 


Na segunda metade do século XVIII, o açúcar e a produção de café aumentaram rapidamente e tornaram-se essenciais no desenvolvimento do estilo arquitectónico mais proeminente de Havana. Muitos havaneses endinheirados encontraram inspiração no estilo francês; tal pode ver-se nos interiores de casas da classe alta como o Palácio de Aldama, construído em 1844. Este é considerado o edifício residencial neoclássico mais importante em Cuba e representa o plano de muitas casas deste período com os portais neoclássicos.



No início do século XX, Havana, juntamente com Buenos Aires, era uma das maiores e mais importantes cidades da América Latina, no que se refere à arquitectura. Este período de auge, conhecido como de "vacas gordas", conta com exemplos de edifícios de influência internacional de Art Nouveau, Deco e Ecléctico. Os subúrbios desenvolveram-se no que hoje conhecemos como Miramar, Marianao, Vedado e Playa. O Miramar luxuriante e endinheirado era copiado do modelo do subúrbio americano e regressou depois de 1959 aos bairros de diplomatas, cientistas, embaixadores e turistas.


O Terminal Central de Caminho-de-Ferro (1912), a Universidade de Havana (1906 -1940) e o Capitólio (1926 - 1929) são exemplos de Arte Nova. A cúpula do Capitólio está a 62 metros de altura e era o ponto mais alto na cidade e um exemplo da influência e riqueza que provinham dos Estados Unidos nessa época.




Havana, como Las Vegas na década de 1940, desenvolveu-se ao ser comercializada como um destino para jogar e desfrutar de festas em praias de muito sol. Tornou-se então um paraíso para delinquentes e gangsters.
Muitos edifícios de escritórios e complexos de apartamentos, juntamente com alguns hotéis aprovados por Fulgencio Batista, foram dramaticamente alterando a linha da cidade. Assim, o modernismo transformou muita da cidade e deve notar-se nos edifícios individuais de alta qualidade e não nos edifícios maiores. Como exemplo deste último caso indica-se o "Habana Libre" (1958), que antes da revolução era o "Habana Hilton Hotel".



O Edificio Focsa (1956), também situado em El Vedado, representa o domínio económico estrangeiro de Havana à época. O desenvolvimento económico de Havana deveu-se, em grande medida, à sua localização geográfica, que a converteu em um dos principais nós comerciais do Novo Mundo. Desde o início a cidade encontrou uma fonte de enriquecimento na indústria açucareira e no tráfico de escravos, e posteriormente quando Cuba chegou à independência, transformou-se num famoso destino de férias.


 Apesar ds esforços que o governo de Fidel Castro fez para levar a produção industrial a todos os locais da ilha, Havana continua a ser o centro de uma grande parte da produção nacional industrial. A tradicional indústria açucareira, que durante três séculos sustentou a economia insular e que actualmente controla três quartos das exportações do país, está distribuída por outras localidades. Mas é em Havana que estão concentradas muitas das instalações da indústria ligeira, embaladoras de produtos cárnicos e indústrias químicas e farmacêuticas.


Havana era antigamente conhecida por uma excelente rede de transportes públicos, quer de autocarros quer de táxis. Um sistema de metropolitano baseado no esquema de Nova Iorque foi proposto em 1921.[2][3] Em 1959, os autocarros de Havana fizeram mais de 29 000 viagens diárias numa densa rede viária que permitia atingir os 600 000 habitantes de Havana nessa data. Depois da revolução socialista, todos os negócios privados foram confiscados pelo estado, e o transporte público ficou sob direção do Ministério dos Transportes (MITRANS). Hoje fazem-se 8000 viagens diárias, para uma população que é o triplo da de 1959, com evidente degradação da qualidade de serviço.



Havana foi o destino do primeiro voo internacional de uma companhia aérea dos Estados Unidos: em 1927 a Pan-American Airlines de Rickenbacker voou de Key West, na Florida, para Havana. Em 1946, um pioneiro cubano chamado Reinaldo Ramirez iniciou uma rota, a primeira da América Latina para a Europa, que ligava Havana e Madrid. O avião chamava-se "La Ruta de Colon", e o nome da companhia aérea era "Aerovias Cubanas Internacionales". O terminal aéreo principal de Havana é o Aeroporto Internacional José Martí, tanto pelo nível de tráfego aéreo como em número de passageiros. Tem voos diretos para muitos destinos na América e Europa.


A Cubana de Aviación é a companhia aérea nacional cubana e opera com aviões maioritariamente de origem russa. Outras companhias são a AeroCaribbean e a Aerogaviota, que voam no espaço caribenho e centro-americano.Na cidade há outros aeroportos de menor relevância: o "Ciudad Libertad" (no município de Playa), Managua (a sul da cidade, no município Arroyo Naranjo) e o de Baracoa (a oeste, no município de Playa), destinados às forças armadas e a voos nacionais.





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