26 de junho de 2013

A evolução das Armaduras





As armaduras leves geralmente não têm partes metálicas, e normalmente são compostas de várias camadas de couro e/ou acolchoamentos. Estas armaduras frequentemente eram infestadas de pulgas por acumular muito suor.






As armaduras leves têm sua principal vantagem no que diz respeito ao preço, enquanto uma armadura de metal era cara, a maioria dos soldados poderiam se equipar com armaduras desse tipo, ao contrário do senso comum, elas não eram necessariamente leves, uma vez que couro e acolchoamentos não protegiam tão bem quanto aço, então, para protegerem bem, eram postas várias camadas, que as deixavam pesadas. São exemplos de armaduras leves: corsolete de couro, corselete de couro batido e gibão de peles.



Também se incluem nesta categoria as armaduras japonesas, feitas de tiras de couro, bambu e laca.






As armaduras pesadas eram cotas de malha, peitorais de aço, brúnias; por baixo dessas armaduras se usava uma camisa comum de algum tecido macio como algodão para reduzir a fricção da malha, mas principalmente para reduzir a força de impacto dos golpes.








Apesar de se acreditar que armaduras imobilizavam o usuário, na verdade, armaduras medievais permitiam movimento fácil, o que as limitava era o peso, que diminuía a velocidade, o custo, que fazia armaduras de qualidade disponíveis apenas a nobres, e o desconforto causado por usar uma constantemente, pelo barulho, dificuldades em dormir, entre outros.




Ao contrário do mito, armaduras não pararam de ser usadas com a invenção da pólvora, uma vez que armaduras de placas a longa distância paravam um tiro, e a curta distância poderiam diminuir o ferimento, cavalaria e infantaria pesada era usada em conjunto com armas de fogo, e o motivo que elas pararam de ser usadas, foi o custo de se equipar um exército com elas. 




Por volta de 1600 a 1610, ainda era utilizada pelos couraceiros, que gradualmente diminuiram a quantidade de peças da armadura até se chegar apenas a couraça da armadura, já por volta de 1750, sendo que esses militares da cavalaria somente deixaram a de usar durante a 1ª Guerra Mundial.





Atualmente as forças policiais e militares utilizam armaduras muito mais leves e sofisticadas. Geralmente compostas por diferentes camadas de tecido e sobreposta por uma chapa plástica de alta resistência. Os coletes à prova de bala podem ser considerados armaduras, estes tem em sua maioria fibras de aramida ou Kevlar© e também há algumas versões compostas de placas cerâmicas e plásticas articuladas. Existem também vestimentas feitas especialmente para resistir às armas brancas, tramados de arame de aço e fibras muito densas.
















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