28 de novembro de 2013

Bandas que acabaram rapidinho

Bandas nascem e bandas morrem o tempo todo. A cada ano surge um novo talento, enquanto um grupo clássico anuncia seu fim. Mas sempre tem aquele conjunto que, de repente, some…
Relembramos aqui dez bandas que sumiram do mapa em dois palitos. Algumas delas não emplacaram mais de um sucesso; outras marcaram época mesmo com pouco tempo de vida. Mas todas lançaram no máximo três discos de estúdio e viveram durante poucos anos.

O surto

O Surto

Eles piraram o cabeção de muito moleque pelo Brasil em 2002, mas O Surto fez jus ao nome e foi uma banda absolutamente passageira. Tiveram momentos de glória como tocar no Rock in Rio 3 no dia do Red Hot Chilli Peppers para milhares e milhares de pessoas. O grupo lançou apenas um álbum, “Equalizando as Idéias”, e terminou antes de trazer novos CDs que pudessem refletir a luz do sol como um piercing.

SEX PISTOLS ROCK HALL

Sex Pistols

A banda ícone do punk anarquista durou um único álbum. “Nevermind the Bollocks, Here’s the Sex Pistols” foi lançado em 1977 pela Virgin após diversos contratos fracassados com outras gravadoras. O álbum do grupo idealizado pelo produtor Malcolm McLaren emplacou hinos do punk como Anarchy in the U.K. e  God Save the Queen antes de acabar em 1978 com a saída do vocalista Johnny Rotten. Um ano depois, o baixista Sid Vicious foi encontrado morto por overdose de heroína. Em 1996, o Sex Pistols chegou a tocar novamente, mas não passou de uma turnê comercial com Glen Mattlock, que era membro da banda antes do sucesso, no baixo.


Blind Melon

Eles ganharam fama mundial e receberam multi-platinas com o sucesso do hit No Rain, de 1992 – mas a morte por overdose do vocalista Shannon Hoon em 1995 fez a banda entrar aqui nesta lista. Eles lançaram dois álbuns com Hoon vivo (“Blind Melon” e “Soup”) e um terceiro (“Nico”) lançado em 1996 com Noon morto, mas os vocais foram gravados pelo cantor antes de sua morte. Anos depois, os integrantes remanescentes ensaiaram uma volta, mas a iniciativa não vingou.


Secos & Molhados

Banda histórica brasileira, o Secos & Molhados surgiu em 1973 e causou furor com suas músicas de vanguarda e suas apresentações performáticas. Os dois discos do grupo, lançados em 1973 e 1974, se chamam “Secos e Molhados” (sim, ambos). O primeiro vendeu cerca de 300 mil cópias – grande sucesso para a época – e após turnês nacionais o vocalista Ney Matogrosso e o violonista João Ricardo saíram do grupo ainda em 1974.  Um monte de coletâneas e discos ao vivo do grupo foi lançado com o passar dos anos, mas o grupo original jamais se reuniu.


4 Non Blondes

O megahit “What’s Up”, parte do único álbum do grupo (“Bigger, Better, Faster, More”, de 1992), fez este quarteto de moças não loiras famoso no mundo todo em 1993. A vocalista Linda Perry – claramente a mais talentosa do grupo – deixou a banda no começo de 1996, o que decretou o fim do 4 Non Blondes. Elas chegaram a gravar um segundo álbum que jamais foi lançado. Hoje, Perry é produtora musical e trabalhou com Pink e Christina Aguilera entre outros.


Sr. Banana

Senhor quem? – você pode estar se perguntando. Essa banda curitibana ficou mais famosa por se sagrar campeã do torneio Rock & Gol MTV de 1996 do que pelo seu único CD, “Sr. Banana”. Eles conseguiram vencer os Raimundos por 2 a 0 na final do torneio, mas não conseguiram gravar um segundo álbum ou emplacar alguma de suas 13 músicas nas rádios brasileiras. Fica registrada, ao menos, na história da bola.


The Verve

A banda britânica The Verve explodiu com seu terceiro álbum, “Urban Hymns”, de 1997 – e acabou no ano seguinte com a saída do guitarrista Nick McCabe. Fez muito sucesso com a música Bitter Sweet Symphony, mas também arrumou confusão com ela: utilizando-se (com permissão) de um sample da música The Last Time, dos Rolling Stones, eles acabaram processados por Mick Jagger & cia por usar excessivamente o tema e tiveram que pagar 100% dos royalties da música. Os álbuns anteriores do grupo, pouco conhecidos, são “A Storm in Heaven” (1993) e “A Northern Soul” (1995).


RPM

Eles lançaram o primeiro álbum (“Revoluções Por Minuto”) em 1985, um álbum ao vivo com o repertório deste primeiro álbum (“Rádio Pirata ao vivo”) em 1986, um álbum novo (“Os Quatro Coiotes”) em 1988 e acabaram logo depois. Essa é a história do RPM, banda pop/rock que foi febre nacional. Emplacaram os hits Olhar 43 e Rádio Pirata e o cantor Paulo Ricardo se tornou grande ídolo e objeto de desejo das adolescentes. Voltaram em 2002 com um álbum que contava com as mesmas músicas de antes (de novo!), mas foi uma reunião ainda mais breve que a original.


New Radicals

O New Radicals, como o próprio nome diz, tinha postura de banda que havia chegado para ficar e mudar os rumos da música. É, de boas intenções o inferno está cheio, porque a banda durou menos de 10 meses com a saída do vocalista Gregg Alexander em julho de 1999. Curioso que em You Get What You Give, maior hit de “Maybe You’ve Been Brainwashed Too” (1998), Alexander xingava artistas como Beck, Courtney Love e Marilyn Manson dizendo que eram enganações.


Zwan

Pode ser que você não conheça o Zwan, mas certamente sabe quem é Billy Corgan. A banda formada pelo cantor após o término do Smashing Pumpkins não teve nem dois anos de vida. Formada no final de 2001, lançou apenas um álbum, “Mary Star of the Sea” em janeiro de 2003 e morreu em setembro do mesmo ano.
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